Estudo indica que mulheres estudam mais, mas ainda recebem menos em seus empreendimentos

Nos últimos anos, o crescimento do número de mulheres empreendedoras chamou positivamente a atenção de diversos setores. De acordo com o Sebrae, cerca de 49% dos novos empreendedores brasileiros são mulheres. Este índice reflete o crescimento da presença delas neste meio, mas, em contrapartida, o relatório divulgado revela outro dado preocupante: mesmo estudando mais que o público masculino para conseguir se aperfeiçoar, as mulheres ainda ganham 22% menos que os homens.

A empresária e influenciadora digital, Márcia Machado, explica que um dos principais motivos para esses dados são a rotina e o papel que a mulher exerce na sociedade. “Infelizmente, ainda vivemos um momento em que é normal para o homem dedicar quase todo o seu tempo ao trabalho, já para as mulheres existem inúmeros empecilhos. Geralmente, temos que lidar com duplas ou triplas jornadas diárias que envolvem os negócios, cuidados com a família e com a casa, entre outras funções. Enquanto isso, o tempo para lidar com assuntos exclusivamente ligados ao empreendimento fica prejudicado”, esclareceu.

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Outro ponto que prejudica o mercado feminino, em muitos casos, é a falta de assistência e compreensão, seja por parte da família ou por colegas de trabalho. “O público feminino ainda sofre muito preconceito. Muitos acham que apenas por elas serem mulheres, determinadas funções são obrigação apenas delas”, completou.

Portanto, para começar a reverter esse processo, a empresária destaca a importância do termo “sororidade feminina”. “Aquela história de que a união faz a força é real. Precisamos nos unir para obter direitos e sucessos iguais em todas as áreas. Por isso, é tão importante quebrar tabus e preconceitos dentro do mercado de trabalho”, ressaltou. 

Fonte: Márcia Machado, empresária, influenciadora digital e moderadora do Grupo Amor de Mãe BH. Casada, mãe de 2 filhos e boadrasta de 2 crianças (@grupoamordemaebh e @marciacmachado).


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